Não tem almoço de graça – Site do Pastor

NÃO TEM ALMOÇO DE GRAÇA
Gênesis 43

“NÃO TEM ALMOÇO DE GRAÇA” foi o título escolhido para este sermão, pois o mesmo visa mostrar o alto “preço” pago por cada um dos envolvidos neste evento.

Pano de Fundo Histórico: Devido à forte estiagem que iria durar sete anos, havia muita fome em toda a região. Somente no Egito havia o que comprar para comer. A remessa de alimentos que foi trazida pelos filhos de Jacó na primeira viagem que fizeram àquele país estava se acabando e eles precisam voltar lá, mas, como já vimos no esboço do capítulo 42, Simeão havia ficado “preso” e José exigiu que Benjamin viesse junto na próxima viagem, sob a ameaça de não vender alimento para eles novamente, de manter a acusação de espionagem e de não soltar Simeão. Havia muita coisa em jogo.

Para o sucesso desta segunda viagem, todos tiveram que pagar altos “PREÇOS” para que o almoço oferecido por José terminasse bem.


1) O “PREÇO” PAGO POR JACÓ

O preço pago por Jacó foi a difícil decisão de liberar Benjamin.

Desde a falsa notícia da morte de José, forjada por seus irmãos, um medo terrível se instalou no coração de Jacó, o medo de perder outro filho e, particularmente, o medo de perder Benjamin. Apesar de ser compreensível, parece que, neste caso, esse medo se tornou exagerado, virou um “tipo” de falta de fé nas promessas de Deus para si e para a sua descendência.

E, como é comum, este tipo de medo “travou” a sua vida e a vida da sua família. No versículo 9, Judá se queixa desta procrastinação do pai: “Se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes.”

Depois de um longo debate, Jacó, finalmente, abre mão e permite que o seu filho caçula vá junto com seus irmãos. “Então o pai disse: —Já que não existe outro jeito…”. (vs 11)

Zelo pela família é bom e recomendável, mas este tipo de medo, não!

Como deve ter sido difícil para ele ver Benjamin partir nesta viagem. Acredito que foi neste momento Jacó que se voltou para as promessas de Deus, compreendeu (ou se lembrou) que somente Deus pode guardar os nossos filhos.


2) O PREÇO PAGO POR JUDÁ

O preço pago por Judá certamente foi o maior, pois ofereceu-se a si mesmo.

Lá atrás, Rúben ofereceu seus dois filhos como penhor pela vida do irmão caçula, dando permissão a Jacó para matar as crianças, caso algo de ruim acontecesse com Benjamin (Gn 42.37), mas isso jamais iria acontecer, pois Jacó jamais iria matar seus netos, logo, o penhor de Rúben não foi aceito por ele.

Mas Judá faz algo diferente, ele se oferece a si mesmo como penhor da vida de Benjamin, e Jacó aceita a proposta (vs 9).

A partir desse momento, Judá passou a ser porta-voz de seus irmãos (cf. v. 8-10; 44.14-34; 46.28). Sua tribo passaria a ter preeminência entre as demais (v. 49.8-10), e ele mesmo seria o antepassado de Jesus (v. Mt 1.2, 17; Lc 3.23, 33). (NVI)

PONTO-CRUZ (use este PC aqui)  – O que é isso?
O ato de Judá nos remete diretamente a Jesus que, voluntariamente, a si mesmo se ofereceu para morrer numa cruz em nosso lugar (Gl 1.4).
3) O PREÇO PAGO POR JOSÉ

O preço pago por José foi a difícil tarefa de perdoar a traição dos seus irmãos.

Vinte anos depois, seu coração ainda está ferido. Ainda chora fácil e chora muito (vs 30 e 31). Ele sabe que precisa perdoar, mas não está conseguindo.

Certamente, e com toda a razão, ele ainda não confia em seus irmãos, pois continua os colocando à prova. Precisa ter certeza. Não pode mais se permitir ser traído, seu coração não iria aguentar uma nova decepção.

Mas, perdoar traição de irmão é complicado, pois, como bem dizem as Escrituras, em Provérbios 18:19: “O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza”.

Mas José é um homem de Deus e, assim que se sentir mais seguro, ele vai revelar sua verdadeira identidade aos seus irmãos e vai perdoá-los.

Somente o perdão consegue fazer um perfeito ajuste de contas.

4) O PREÇO PAGO PELOS IRMÃOS DE JOSÉ

O preço pago por eles foi de ter que suportar a humilhação na hora do almoço, na frente de todos, inclusive dos egípcios ali presentes.

Foi para prová-los que José os surpreendeu acomodando-os à mesa por ordem de idade e mandando servir a Benjamin cinco vezes mais alimento que aos demais. 

Isso era contrário às práticas daquela época. O mais velho do grupo é quem deveria receber esta honraria, não o caçula. Mas esta foi a estratégia de José para verificar se eles ainda eram invejosos e ciumentos como a vinte anos atrás, quando se levantaram contra ele e o venderam como escravo por causa de uma túnica colorida que o pai lhe deu (Gn 37).

“O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos.” (Pv 14.30)

“Todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”. (Lc 14,11)


CONCLUSÃO

Não tem almoço de graça, cada um dos envolvidos precisou pagar um alto preço para que esta refeição começasse e terminasse bem (vs 34). A grande lição que este capítulo bíblico nos deixa é que a reconciliação entre irmãos sempre foi (e sempre será) difícil. Sempre irá requerer de TODOS os envolvidos grandes esforços.

O mesmo acontece conosco em relação a Deus, a nossa reconciliação com ele só foi possível com o derramamento do sangue de Jesus.

Por isso, fica o conselho: Evite a traição.

E quanto a você, está em paz com todos? Está em condições de participar de qualquer refeição? 

Título: Não tem almoço de graça
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 05/02

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